Reforma de R$ 92 mil tem custo zero com trabalho de presos em MS
Por Redação Publicado 10 de setembro de 2015 às 10:13

Projeto usa mão de obra e recurso vindo do desconto do salário dos presos.
Iniciativa é da 2ª Vara de Execução Penal e foi aplicada em quatro locais.
Orçada em R$ 92 mil, a reforma da escola estadual Professora Flavina Maria da Silva, no Jardim Botafogo, em Campo Grande, teve custo zero para os cofres públicos de Mato Grosso do Sul. A economia foi possível através do aproveitamento da mão de obra e de recursos vindos dos presos através de um desconto no salário deles, previsto na Lei de Execuções Penais. O projeto “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade”, aplicado em quatro escolas, já gerou economia de R$ 1,2 milhão de recursos públicos.
As informações são da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Segundo o órgão, a mais recente reforma foi entregue pelo governo na última quarta-feira (9). Em julho de 2015, 13 detentos do regime semiaberto do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira trabalharam no projeto da escola.
A reforma teve reconstrução do calçamento do pátio, instalação de tubulações e grades de escoamento da água da chuva, construção de passarelas, revitalização do telhado de uma sala de aula e pintura e reforma da parte elétrica e hidráulica dos banheiros do colégio.
Além da força de trabalho dos detentos, o projeto também usa recursos provenientes do desconto de 10% dos salários de todos os presos do semiaberto que foram encaminhados ao mercado de trabalho.
Esse desconto é previsto por Lei de Execução Penal (LEP) e foi regulamentado pelo juiz titular da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra Neto.
A iniciativa do projeto é da 2ª Vara de Execução Penal e tem a parceria do governo do estado e da Agepen. Já foram beneficiadas com o projeto as escolas estaduais Delmira Ramos, no Bairro Coophavilla II; Brasilina Ferraz Mantero, no Jardim Leblon, e Padre Mário Blandino, no Aero Rancho, além do hospital psiquiátrico Nosso Lar, que teve a calçada reformada.

Fonte: G1

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.