Pronaf impulsiona Agricultura familiar e muda realidade de brasileiros do campo
Por Ariel Moreira Publicado 28 de abril de 2017 às 17:35

A agricultura familiar tem mudado a realidade de muitos brasileiros que possuem como fonte de renda o plantio e a pecuária. Atualmente, há mais de 20 políticas implementadas no País, voltadas ao desenvolvimento deste setor. No total, 275.017 mil famílias rurais já foram beneficiadas.

Entre todas as iniciativas, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) está entre os destaques. Isso porque proporciona aos agricultores, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais 14 linhas de créditos, com juros abaixo da inflação.

Os aportes são classificados em: Custeio, Investimento (Mais Alimentos), Microcrédito Rural, Agroecologia, Mulher, Eco, Agroindústria, Semiárido, Jovem, Floresta, Custeio e Comercialização de Agroindústria Familiares, Pronaf Cotas-Partes, Pronaf Produtivo Orientado e Créditos para Beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária e Programa Nacional de Crédito Fundiário.

O programa, que há 21 anos apoia os trabalhadores interessados em investir nas suas propriedades por meio do desenvolvimento sustentável, já atingiu 26 milhões de contratos até hoje. Com isso, mais de R$ 170,1 bilhões já foram contratados.

Além de fomentar a geração de emprego e proporcionar melhorias na qualidade de vida destas famílias, a iniciativa promove e amplia a oferta de alimentos orgânicos, que são considerados mais saudáveis pelos especialistas em nutrição e saúde.

Uma experiência que obteve bons resultados foi a do produtor rural Vanderlei Holz Lermen, que criou um aplicativo para celular voltado para a comercialização de produtos colhidos na agricultura familiar.

A ideia, que contou com o auxílio do Pronaf, alavancou as vendas permitindo que o sítio localizado em Boa Vista do Buricá, no Rio Grande do Sul, produza atualmente cerca de vinte tipos de gêneros alimentícios.

“Com o aplicativo, o trabalho e a renda dobraram! Tive que contratar um funcionário para me ajudar. Após o pedido ser recebido, a entrega é preparada para o dia seguinte”, destacou.

Lermen contou que seria impossível tornar o projeto realidade sem o auxílio do programa, pelo qual comprou um veículo para fazer as entregas dos produtos.

Safra 2016/2017

O Pronaf fechou a safra de 2015/2016 com um montante de R$ 22,1 bilhões, atendendo a 1,7 milhão de agricultores familiares. A expectativa para o ciclo 2016/2017 é atender cerca de dois milhões de agricultores.

De acordo com dados da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, a extensão de solo utilizada para cultivo deste segmento no País é equivalente a 24% da área total, embora 84% dos estabelecimentos rurais e 74% dos postos de trabalho terem origem na agricultura familiar.

Isto significa que a agricultura familiar é fundamental para a manutenção do emprego no campo, além de manter a cidade em funcionamento. Em números, o setor responde pela produção de 83% da mandioca, 70% do feijão, 69% das hortaliças e 59% dos suínos que vão alimentar os brasileiros.

Comunidades que Sustentam a Agricultura 

Outra iniciativa responsável por expandir o segmento de orgânicos são as Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSAs). A proposta originária da Alemanha está baseada no conceito de Agricultura Solidária. Assim, a CSA se apoia em uma parceria mútua entre quem planta e quem consome. Somados a este princípio, estão a produção orgânica e o escoamento de alimentos de forma direta.

Atualmente, há mais de 70 unidades espalhadas por oito estados brasileiros (AM, PE, MS, RJ, SP, SC, PR e RS) e no Distrito Federal.

Para fazer parte de uma CSA, há uma relação de parceria e confiança entre os participantes. De um lado, o agricultor levanta seu custo anual, ou semestral, tais como: impostos, custo com água, transporte para entrega, adubo orgânico, etc. Do outro lado, os membros da comunidade assumem o financiamento coletivo da produção.

Dessa forma, o agricultor assume o compromisso de uma produção agroecológica necessário ao consumo próprio e das famílias que fazem parte da CSA. E, como não há consumidor, e sim coagricultor, os demais membros assumem uma postura ativa e não passiva diante da produção e da colheita.

Fonte:Portal Brasil

Notícias O Estado pode ser ressarcido pelos gastos com trotes aos serviços de emergência, que envolvem remoções, resgates, combates a incêndios e ocorrências policiais. É o que defende o projeto do deputado Cabo Almi (PT), que foi apresentado na Assembleia. Veja Mais › Prefeitura pode remanejar servidor ou chamar aprovados, sugere juiz › Decisão de romper convênios é forma de estancar sangria nos cofres, diz juiz A proposta ainda prevê que esta cobrança (ressarcimento) será feita via fatura do serviço telefônico, que originou a chamada e o trote aos serviços de emergência. O valor desta reparação pode começar por 50 uferms, que equivalem a R$ 1.219,00. Se houver reincidência nesta atitude, pode ter que pagar o dobro. Caberá aos órgãos e as instituições públicas que realizam estes serviços de emergência, divulgarem as tabelas de consumo, com cada etapa das rotinas de atividades, descrevendo os custos de triagem das chamadas, assim como os deslocamentos das equipes. O autor do projeto diz que a intenção é diminuir o número de trotes recebidos pelos serviços públicos, com o ressarcimento dos gastos. “Estes trotes desviam recursos e esforços financeiros e humanos dos responsáveis pela segurança pública”, justificou. A matéria foi encaminhada para as comissões permanentes, para depois ser apreciada em duas votações no plenário da Assembleia. Os deputados devem avaliar a legalidade e o mérito da proposta. Caso seja aprovada, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).