Missão da ONU no Haiti pode ser encerrada em outubro
Por Ariel Moreira Publicado 11 de abril de 2017 às 14:01

Até o fim desta semana o Conselho de Segurança da ONU deve avaliar uma recomendação feita pelo secretário-geral da organização sobre o encerramento, em outubro próximo. da Missão das Nações Unidas de Estabilização no Haiti (Minustah), que desde o início contou com grande participação das Forças Armadas brasileiras. As informações são da ONU News.

Se o término da Minustah for aprovado, o Conselho de Segurança  deve criar uma pequena missão de paz para acompanhar, durante seis meses, a situação no país após a retirada das tropas da ONU.

Antes de falar nesta terça-feira (11) ao Conselho de Segurança, a chefe da missão, Sandra Honoré, disse em entrevista à ONU News que os soldados de paz estão presentes no Haiti há 13 anos. Segundo ela, o país está pronto para a mudança. “Temos visto progressos no país e, no que diz respeito à estabilização, temos visto um processo eleitoral que nos levou ao momento atual, onde o parlamento haitiano está funcionando normalmente”.

Desenvolvimento

Segundo a chefe da Minustah, a ordem constitucional foi retomada no Haiti, especialmente após a posse do presidente Jovenel Moïse, no dia 7 de fevereiro. Com isso, Sandra Honoré destaca que o processo de desenvolvimento socioeconômico deve se acelerar no país.

“O povo do Haiti merece esse desenvolvimento e eu espero que a administração e o governo
trabalhem de uma maneira que produza esses efeitos positivos no interesse do povo haitiano”, destacou. Ela garante que a segurança no país está estável, apesar das fragilidades. Ao Conselho de Segurança, a chefe da Minustah explicou que a Polícia Nacional Haitiana, com 14 mil integrantes, “está forte e tem capacidade de planejar e realizar operações complexas”.

Sandra Honoré acredita ser o momento de “reformular a parceria entre a comunidade internacional, as Nações Unidas e o Haiti, com o objetivo de garantir progresso sustentável” no país.

Participação brasileira

Ao longo dos 13 anos no Haiti, o Brasil manteve o maior contribuinte de tropas da Missão para a Estabilização no Haiti, segundo a ONU. De 2004 a fevereiro de 2010, o país manteve um contingente de 1.200 militares, com rotação semestral. E desde 2004 o comando militar de todas as tropas que compõem a Minustah, provenientes de 19 países, é exercido por generais brasileiros.

Após o terremoto, que atingiu o Haiti  em janeiro de 2010, o Brasil passou a manter um contingente maior no país, formado por cerca de 2.200 soldados e oficiais. Desde o início da participação brasileira até hoje, mais de 13 mil militares brasileiros serviram no Haiti.  Em agosto de 2016, havia 1.303 brasileiros na Minustah.

Fonte: Agência Brasil

Notícias O Estado pode ser ressarcido pelos gastos com trotes aos serviços de emergência, que envolvem remoções, resgates, combates a incêndios e ocorrências policiais. É o que defende o projeto do deputado Cabo Almi (PT), que foi apresentado na Assembleia. Veja Mais › Prefeitura pode remanejar servidor ou chamar aprovados, sugere juiz › Decisão de romper convênios é forma de estancar sangria nos cofres, diz juiz A proposta ainda prevê que esta cobrança (ressarcimento) será feita via fatura do serviço telefônico, que originou a chamada e o trote aos serviços de emergência. O valor desta reparação pode começar por 50 uferms, que equivalem a R$ 1.219,00. Se houver reincidência nesta atitude, pode ter que pagar o dobro. Caberá aos órgãos e as instituições públicas que realizam estes serviços de emergência, divulgarem as tabelas de consumo, com cada etapa das rotinas de atividades, descrevendo os custos de triagem das chamadas, assim como os deslocamentos das equipes. O autor do projeto diz que a intenção é diminuir o número de trotes recebidos pelos serviços públicos, com o ressarcimento dos gastos. “Estes trotes desviam recursos e esforços financeiros e humanos dos responsáveis pela segurança pública”, justificou. A matéria foi encaminhada para as comissões permanentes, para depois ser apreciada em duas votações no plenário da Assembleia. Os deputados devem avaliar a legalidade e o mérito da proposta. Caso seja aprovada, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).