Em MS, quase 18% da população com mais de 18 anos é fumante
Por Redação Publicado 29 de agosto de 2016 às 21:05

Em Mato Grosso do Sul, 17,8% da população, acima de 18 anos, é fumante, segundo dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde). A agente de viagens, Letícia Praeiro, 34 anos, integrou as estatísticas de fumantes por 18 anos, até que um susto fez com que deixasse o cigarro. Os exames de rotina apontaram nódulos nos seios e a orientação foi abandonar o cigarro. “ Eu fumava uma carteira por dia, e quando parei recebi muito apoio dos meus colegas”, disse. Em setembro faz dois anos que ela deixou de fumar.

Segundo ela, o medo era que os nódulos se tornassem malignos, além disso, o diagnostico do pneumologista também a deixou preocupada. “ Ele chegou a comentar que meu pulmão ainda tinha solução, mas eu precisava parar porque já estava comprometendo minhas vias respiratórias”, contou. O cigarro é responsável por mais de 50 enfermidades cardiovasculares e respiratórias crônicas.

Dia de Combate – Nesta segunda-feira (29), comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo, instituído com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. Em Mato Grosso do Sul, 17,8% da população, acima de 18 anos, é fumante, segundo PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) realizada em 2014. A proporção de quase 18%, maior que o percentual total do país (14,7%) e faz Mato Grosso do Sul ocupar a terceira posição entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas do Acre (18,8%) e Paraná (18,1%).

No entanto, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que o número de fumantes está diminuindo em Mato Grosso do Sul e no restante do País. Apesar dos fumantes serem menores com o passar dos anos, alguns dados ainda preocupam. A estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde aponta que em 2030 o tabaco matará aproximadamente 8 milhões de pessoas por ano, sendo que 80% dessas mortes ocorrerão em países de desenvolvimento, como o Brasil.

Hoje, 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doenças de coração, 85% dos óbitos por bronquite e enfisema e 25% das mortes por derrame cerebral são causadas pelo tabagismo, segundo a OMS. São mais de cinco milhões de mortes no mundo associadas ao cigarro, 200 mil só no Brasil.

Fonte: Campo Grande News

Notícias O Estado pode ser ressarcido pelos gastos com trotes aos serviços de emergência, que envolvem remoções, resgates, combates a incêndios e ocorrências policiais. É o que defende o projeto do deputado Cabo Almi (PT), que foi apresentado na Assembleia. Veja Mais › Prefeitura pode remanejar servidor ou chamar aprovados, sugere juiz › Decisão de romper convênios é forma de estancar sangria nos cofres, diz juiz A proposta ainda prevê que esta cobrança (ressarcimento) será feita via fatura do serviço telefônico, que originou a chamada e o trote aos serviços de emergência. O valor desta reparação pode começar por 50 uferms, que equivalem a R$ 1.219,00. Se houver reincidência nesta atitude, pode ter que pagar o dobro. Caberá aos órgãos e as instituições públicas que realizam estes serviços de emergência, divulgarem as tabelas de consumo, com cada etapa das rotinas de atividades, descrevendo os custos de triagem das chamadas, assim como os deslocamentos das equipes. O autor do projeto diz que a intenção é diminuir o número de trotes recebidos pelos serviços públicos, com o ressarcimento dos gastos. “Estes trotes desviam recursos e esforços financeiros e humanos dos responsáveis pela segurança pública”, justificou. A matéria foi encaminhada para as comissões permanentes, para depois ser apreciada em duas votações no plenário da Assembleia. Os deputados devem avaliar a legalidade e o mérito da proposta. Caso seja aprovada, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).