Campo Grande registra segunda deflação do ano
Por Redação Publicado 14 de agosto de 2017 às 10:00

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) registrou nova deflação e ficou em -0,27%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. No comparativo da série histórica dos meses de julho, é a menor taxa desde 2013, quando atingiu -0,35%. Em junho deste ano, a deflação ficou em -0,15%.

De acordo com o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, “o principal responsável pelo resultado do índice foi a Alimentação, que registrou fortíssimas quedas nos preços da carne bovina. Somente os grupos de Habitação e Transportes tiveram índices inflacionários positivos”.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, na capital de Mato Grosso do Sul, é de 2,52%, índice abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. No período, o maior índice em relação aos grupos é do Vestuário, com 12,61%. Segundo o especialista, “está havendo uma recomposição de preços em relação ao ano passado”.

No acumulado de 2017, ou seja, em sete meses, a inflação registrada caiu de 1,29% para 1,01%, taxa ainda baixa quando comparada com anos anteriores. A maior inflação no período foi com Vestuário: 7,23%. Já o grupo Despesas Pessoais, se destaca pela inflação negativa de -2,74%, o que ajudou a conter a inflação em Campo Grande. “A Alimentação também está tendo uma grande contribuição neste ano para frear a inflação, com um índice acumulado de -2,57%”, esclarece Celso.

Maiores e menores contribuições

Os 10 “vilões” da inflação, em julho:

  • Gasolina, com inflação de 6,21% e contribuição de 0,20%;
  • Energia elétrica, com inflação de 4,06% e contribuição de 0,12%;
  • Diesel, inflação de 2,89% e participação de 0,08%;
  • Calça comprida masculina, com variação de 5,40% e colaboração de 0,06%;
  • Refrigerador, com acréscimo de 4,07% e contribuição de 0,05%;
  • Calça comprida feminina, com aumento de 2,66% e participação de 0,03%;
  • Televisor, com variação de 2,91% e colaboração de 0,03%;
  • Fogão, com acréscimo de 7,32% e contribuição de 0,02%;
  • Tênis com reajuste de 1,76% e participação de 0,02%;
  • Laranja pera, com elevação de 7,13% e colaboração de 0,01%.

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas:

  • Batata, com deflação de -41,51% e contribuição de -0,17%;
  • Pescado fresco, com redução de -16,59% e colaboração de -0,12%;
  • Contrafilé, com diminuição de -13,41% e participação de -0,09%;
  • Blusa, com decréscimo de -4,25% e contribuição de -0,05%;
  • Sabão em pó, com baixa de -3,20% e colaboração de -0,04%;
  • Alcatra, com diminuição de -3,24% e participação de -0,04%;
  • Acém, com redução de -4,56% e contribuição de -0,04%;
  • Alho, com decréscimo de -32,59%e colaboração de -0,04%;
  • Ovos, com queda de -13,35% e participação de -0,04%;
  • Feijão, com baixa de -7,01% e contribuição de -0,03%.

Segmentos

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou alta de 1,65%, motivado, principalmente, pelos aumentos nas contas de energia elétrica, com a mudança da bandeira tarifária para amarela e, também, em alguns eletrodomésticos, puxando a inflação para cima.

Repetindo o comportamento de maio e junho, o grupo Alimentação apresentou queda e fechou julho com -3,49%. As maiores altas de preços ocorreram com: limão (43,45%), pepino (11,49%), pimentão (7,95%), entre outros. Fortes quedas de preços foram registradas com: batata (-41,51%), alho (-32,59%), cenoura (-21,49%), entre outros produtos.

O coordenador do Nepes esclarece que este grupo é o melhor termômetro para o comportamento da inflação ao longo do ano, pois tem a segunda ponderação na formação do índice inflacionário. “Com a melhora do clima no país, vários dos produtos de alimentação têm diminuído de preços, principalmente, os hortifrútis. Se a tendência continuar, certamente a inflação ficará em torno, ou mesmo, abaixo da meta do CMN para o ano de 2017, de 4,5%”, expõe Celso Correia.

Queda de preços também foi constata com a carne vermelha bovina. Treze, dos 15 cortes pesquisados pelo Nepes da Uniderp apresentaram reduções. São eles: contrafilé (-13,41%), coxão mole (-9,24%), lagarto (-6,44%), acém (-4,56%), fígado (-3,54%), costela (-3,43%), alcatra (-3,24%), peito (-2,75%), músculo (-2,09%), patinho (-1,48%), picanha (-1,30%), cupim (-1,26%) e vísceras de boi (-0,55%). Filé mignon e paleta subiram 3,30% e 1,01%, respectivamente.

“O cenário de quedas expressivas foi motivado pelo baixo consumo de carne em nossa cidade e às dificuldades em exportar o produto devido aos problemas sanitários e com frigoríficos de maiores portes do MS, que não vêm abatendo regularmente. O início da entressafra e a redução de pastagem também fizeram com que a oferta de bois aos frigoríficos aumentasse o que, consequentemente, impactou para a baixa do boi gordo pago ao pecuarista, refletindo também no varejo”, explica o professor.

Quanto aos cortes de carne suína, todos os tipos pesquisados baixaram de preços: costeleta caiu -9,01%, bisteca -2,82% e pernil -0,96%. A carne de frango congelada também teve queda de -1%, bem como os miúdos de frango, -0,78%.

Diferente da Alimentação, o grupo Transportes apresentou uma forte inflação em seu índice: 1,74%, devido a aumentos nos preços dos combustíveis, com os aumentos das alíquotas dos impostos Pis e Cofins, que resultaram na elevação média de gasolina em 6,21% e do óleo diesel em 2,89%.

O grupo Educação também apresentou alta e fechou julho com índice moderado de 0,05%, devido a pequenos aumentos nos preços de produtos de papelaria.

O grupo Despesas Pessoais foi outro grupo com queda: -0,19%. Alguns produtos/serviços que tiveram aumentos de preços foram: absorvente higiênico (1,45%), protetor solar (0,96%), produto para limpeza de pele (0,72%), entre outros. Já as principais reduções ocorreram com fio dental (-2,60%), sabonete (-2,12%) e hidratante (-2,04%). O grupo Saúde seguiu a mesma tendência e ficou em -0,20%, devido a promoções oferecidas ao consumidor pelas farmácias, como anti-infeccioso e antibiótico (-1,58%) e vitamina e fortificante (-1,39%).

Completando o estudo, Vestuário encerrou o mês com primeira deflação desse grupo: -0,84%, que vinha aumentando de preços no sentido de recompor as quedas que aconteceram no ano de 2016. Os maiores aumentos de preços foram registrados com a calça comprida masculina (5,40%), sandália/chinelo feminino (3,98%), e sandália/chinelo masculino (2,67%). Quedas de valor ocorreram com: camisa masculina (-5,14%), sapato masculino (-4,90%), short e bermuda masculina (-4,36%), entre outros.

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.