A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza na manhã desta terça-feira (18) uma operação no próprio Rio e em outros oito estados contra o jogo da ‘Baleia Azul’, uma corrente que tenta induzir virtualmente seus participantes, a maioria menores de 16 anos, ao suicídio através de 50 desafios.
Matheus Silva, 23, foi preso pelos agentes na favela Nova Era, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele confessou aos policiais que era um dos “curadores” do jogo. O Baleia Azul não existe oficialmente, não há um site ou algo parecido. É uma iniciativa de criminosos que usam as redes sociais para impor desafios macabros a crianças e adolescentes. Um grupo de organizadores, chamados “curadores”, propõe uma sequência de missões que envolvem isolamento social, automutilação e suicídio.
Sob comando da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), os agentes tentam cumprir 24 mandados de busca e apreensão no Amazonas, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além de um mandado de prisão cumprido no Rio de Janeiro.
Segundo os responsáveis pela investigação, o trabalho foi uma corrida contra o tempo para preservar a vida dos jovens envolvidos. “Algumas vítimas estavam muito marcadas quando nós as encontramos”, explicou a delegada Daniela Terra.
No começo da manhã, os policiais já haviam apreendido telefones celulares e computadores em todos os estados onde a ação é realizada. Os agentes vão avaliar o material apreendido, que vai ajudar a identificar os outros curadores do Baleia Azul.
São 24 equipes de agentes em 20 município de todo o país, com pelo menos três agentes em cada. “Esse rapaz que foi preso, nós já tínhamos materialidade suficiente para pedir a prisão dele. Ele já confessou que era curador, que havia influenciado 30 vítimas, mas temos nos autos cerca de 40 vítimas”, destacou a delegada-assistente Fernanda Fernandes.