A Nossa Senhora do Perpétuo Socorro poderá ser a padroeira do Estado de Mato Grosso do Sul. A proposta foi apresentada na sessão ordinária desta quinta-feira (14), da Assembleia Legislativa, pelos deputados Júnior Mochi (PMDB) e Paulo Siufi (PMDB). A matéria ainda inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado o dia 27 de junho como a data festiva de honras para a padroeira.
Conforme Siufi, a devoção à Perpétuo Socorro é conhecida em todo o mundo e merece esta homenagem. “Trata-se de uma das festas mais antigas do catolicismo. Jesus é o Perpétuo Socorro. Nossa Capital tem uma das paróquias mais belas, com a vocação de atender aos habitantes da margem direita do Córrego Segredo, o que motivou ainda mais essa proposta”, ressaltou.
A proposta ainda precisa ser debatida e votada pelos deputados.
História
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título que os cristãos deram a Maria em homenagem e agradecimento a sua atenção constante e eterna para com a humanidade. A imagem também é reconhecida pela Igreja Ortodoxa, onde é chamada de a Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro surgiu de uma pintura, onde Maria é representada segurando o menino Jesus em seu colo. Jesus observa dois anjos que lhe mostram os elementos de sua paixão. Os anjos seguram uma cruz, uma lança e uma vara com uma esponja. O menino se assusta, abraça a Mãe e uma sandália lhe cai dos pés. Arcanjo Gabriel e arcanjo Miguel flutuam acima dos ombros de Maria. O ícone seria uma cópia do quadro de Maria Pintado por São Lucas.
A história conta que no século XV, um comerciante roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Grécia, para vendê-la e, durante sua travessia do Mar Mediterrâneo, uma violenta tempestade quase fez o navio naufragar. Após chegar em Roma, o bandido adoeceu e, arrependido, pediu a amigo para que devolvesse o ícone a uma igreja para ser venerado pelos fiéis.
A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu a sua filha de seis anos e lhe disse para colocar o quadro em uma Igreja, na Igreja de São João Latrão ou na de Santa Maria Maior. No dia 27 de março de 1499 o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus, ficando lá por mais de 300 anos.