Mais um preso da Máxima integrante de facção, é achado morto
Por Redação Publicado 27 de junho de 2017 às 09:22

O interno José Alves do Ouro Filho (31) foi achado morto na tarde desta segunda-feira (26) na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. José foi encontrado por agentes penitenciários, pendurado por uma corda no pescoço, minutos depois de ouvirem internos entoarem gritos definidos como slogan ou “grito de guerra” da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). Der acordo com o registro policial do caso, José Alves foi encontrado por volta das 15h, após o banho de sol dos internos do Pavilhão II, área destinada aos integrantes do PCC. Ele estava pendurado por uma corda no pescoço, no saguão do setor 2 A.

Para a polícia, os Agentes Penitenciários relataram que minutos antes os presos do pavilhão II, bradaram gritos de ordem da facção: “Paz, Justiça, Liberdade e União”. O interno era apontado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário – Agepen, como integrante do PCC e também respondia a um processo na justiça por isso, o que lhe valeu ter a pena aumentada. Há cerca de três meses, a justiça autorizou a transferência do interno para o Presídio Federal de Campo Grande, justamente pela posição de chefia que ocupava na facção. O pedido partiu do diretor da Agepen depois que três ônibus foram incendiados em Campo Grande, além do princípio de motim na Máxima após um pente-fino e também de “manifestações” dos presos em unidades do interior.

José Alves cumpria pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em 2011 foi preso por envolvimento ao roubo de um caminhão no estado de São Paulo. A morte do interno é investigada pela 3ª Delegacia de Polícia Civil como morte a esclarecer.