Por enquanto, não há local para descartar materiais de 3,8 mil caçambas
Empresários do segmento de caçambas de entulhos se reuniram ontem com o titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Antônio Cézar Lacerda, para reivindicar a reabertura do aterro, no Jardim Noroeste, interditado há três semanas. De acordo com o setor, a situação está impactando negativamente as contas das empresas, além de aumentar o problema do descarte incorreto de resíduos da construção civil. Estão paradas em frente de residências e em canteiros de obras cerca de 3,8 mil caçambas.
“O [secretário] Lacerda disse que vai despachar amanhã [hoje] com o prefeito e levar as nossas reivindicações”, afirmou o empresário Bruno de Brito Curto, que participou da reunião de ontem. Conforme Curto, as empresas trabalham com as finanças no vermelho e algumas estão na iminência de fechar. “Desde o início de dezembro estamos nessa situação. Nosso setor está tendo despesas, mas não tem receita”, reclamou.
O empresário contou que foi solicitada da prefeitura que se empenhe na reabertura do aterro de entulhos do Jardim Noroeste. Além disso, foi pedido agilidade no processo de abertura de novas áreas para o descarte de restos de material de construção.
De acordo com Brito Curto, há, em Campo Grande, 102 empresas, com 3,8 mil caçambas e 250 caminhões. Todas estariam paradas. A capacidade de cada caçamba é de 4 metros cúbicos e todas estariam superlotadas.
O juiz David de Oliveira Gomes Filho, titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, determinou a interdição do aterro de entulhos no dia 9 de dezembro, atendendo pedido do promotor Alexandre Lima Raslan, da 34ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Tratativas para solucionar os problemas do local ocorrem desde 2009, quando Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado com a prefeitura, mas não foi cumprido.
Fonte: Correio do Estado