Que saudades! Há vinte anos, era lançado o primeiro e único disco dos Mamonas Assassinas. Autointitulado, o álbum reuniu quatorze composições próprias que se tornaram os maiores sucessos do grupo.
Em 2015, a história de Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio completa vinte e cinco anos. Agora, os fãs do quinteto comemoram mais um marco dessa trajetória, que começou lá em Guarulhos (SP) na década de 1990, com a criação da banda Utopia. Nesta terça-feira (23), o único disco do Mamonas Assassinas, segundo projeto musical formado pelos meninos, comemora vinte anos de existência.
Assim como muitos ídolos que já se foram – Raul Seixas, Cássia Eller, Cazuza, Renato Russo, entre outros – a banda Mamonas Assassinas conseguiu se manter firme e forte na indústria da música. Isso porque suas canções, que ficaram conhecidas pela irreverência, ainda estão na ponta da língua de muita gente. E, mesmo depois de tantos anos, o grupo reúne milhares de fãs por todo o país e ainda vende muitas cópias de seu único álbum de estúdio.
“Mamonas Assassinas” foi lançado pela EMI no dia 23 de junho de 1995. A produção, vejam só, foi assinada por Rick Bonadio – que, na época, era um cara “desconhecido” no meio musical. Segundo a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos), o álbum vendeu mais de três milhões de cópias em apenas um ano, o que fez o grupo receber uma certificação de Disco de Diamante na época. Claro que, com o passar dos anos, esse número subiu – especula-se, inclusive, que as vendas tenham duplicaram após a morte do quinteto em 1996.
Mas, por quê todo esse sucesso? Simples. De uma maneira geral, o disco dos meninos foi um “tapa na cara da sociedade”, já que o humor de suas composições traziam muitos problemas da época à tona. Só que, naquele tempo, essa ironia presente no projeto não foi entendida por todo mundo. Algumas pessoas acharam graça, e, quando todo mundo começou a se render à esse som engraçado e diferente, não foi difícil para os Mamonas Assassinas se tornarem um fenômeno.
Musicalmente, o disco também foi uma espécie de marco. Dinho era versátil, e, por isso, o grupo fez questão de não se prender em um só ritmo. Ou seja, além de fazer duras críticas à sociedade (a faixa “Robocop Gay” vociferava, já em 1995, que “gay também é gente”), o projeto passeou pelo rock ao pagode e ao baião com facilidade – nas faixas “Chopis Centis”, “Lá Vem o Alemão” e “Jumento Celestino”, respectivamente.
Dos mais jovens aos mais velhos, o Mamonas Assassinas foi sucesso por onde passou. Com apresentações lotadas no Brasil e no exterior, o grupo conseguiu emplacar todas as canções que produziu. Afinal, quem é que nunca cantou, do início ao fim, os hits “Pelados em Santos” e “Sábado de Sol”?
Fonte: Portal Sucesso




