Ciência e a inovação impulsionam agricultura brasileira
Por Redação Publicado 14 de abril de 2016 às 14:15

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, destacou a importância da ciência para o Brasil colher uma supersafra de grãos

“O país apostou em um modelo de agricultura baseado em ciência e é isso que está nos destacando no mundo”, disse durante o anúncio do sétimo levantamento da produção grãos 2015/2016, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.

Lopes lembrou que hoje os produtores colhem durante o ano inteiro, o que aumenta o desafio de se driblar os efeitos climáticos. “A colheita hoje ocorre durante os 365 dias, diferentemente do passado, quando se concentrava em períodos de chuvas melhor distribuídas. Na medida em que o Brasil faz uma agricultura ao longo do ano, a ciência, a pesquisa e a inovação devem estar muito atentas ao clima”, avaliou. O presidente da Embrapa disse que o país desenvolveu um modelo de agricultura resiliente, ou seja, capaz de superar obstáculos, com práticas de cultivo com variedade de ciclo curto, plantio direto e sistemas integrados (lavoura-pecuária-floresta).

A divulgação da safra de grãos contou também com a participação da secretária-executiva do Ministério da Agricultura, Maria Emília Jaber, e com o diretor de Política Agrícola da Conab, João Marcelo Intini. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de uma safra recorde de 209 milhões de toneladas, que representa um aumento de 0,6%, em relação ao ciclo passado. A soja novamente é o destaque, com cerca de 99 milhões de toneladas, 2,9% a mais do que na safra passada.

Na comparação com o levantamento do mês passado, entretanto, a oleaginosa teve uma diminuição de 2 milhões e 198 mil toneladas. De acordo com Intini, isso se deve à estiagem na região do Matopiba. O Piauí teve redução de 27,8% na produção, o Tocantins, 17%, o Maranhão, 9%, e a Bahia, 11%.

“Temos que dar uma atenção especial a esses estados, onde ocorreram as maiores quedas de produção”, acrescentou Marcelo Cabral, secretário interino de Política Agrícola do Mapa. Ele adiantou que a Conab, a Embrapa e o Instituto de Meteorologia (Inmet) vão fazer uma análise mais detalhada do Matopiba por causa das variações climáticas.

Fonte: Portal doAgronegócios

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.