“Não sei porque saí”, diz o meia depois de retornar ao banco de reservas após oito jogos fora por conta de lesão. Agora, ele espera voltar a ter chances na equipe
Guilherme não entrou em campo no empate sem gols com o Atlético-MG, na quarta-feira, em Itaquera. Mas foi opção no banco de reservas do Corinthians depois de passar mais de um mês se recuperando de lesão na panturrilha. A ideia, agora, é retomar um espaço que ele acredita ter perdido sem motivo aparente.
Conhecido por expor suas ideias com clareza, Guilherme falou após a partida. Lamentou os altos e baixos com Tite e Cristóvão Borges, admitiu que jogou com a lesão para não perder sua vaga no time e explicou, mais uma vez, onde se vê rendendo mais no campo.
– Estava em uma situação que poderia ser mais simples, mas justamente por não querer sair acabei me prejudicando e jogando com esse problema. Mas foram dias de torcedor, de observar de fora, internalizar algumas coisas. Estou de volta e pronto para ajudar – disse.
Guilherme vai participar de um jogo-treino dos reservas na tarde desta quinta, contra o Ituano, e está à disposição do técnico Fábio Carille para o jogo contra o Santa Cruz, dia 12, em Cuiabá.
Veja as principais respostas do meia corintiano:
FASE DO CORINTHIANS
– Em alguns jogos deixamos escapar vitórias por detalhes, mas algo que as pessoas deixaram de falar é que mudamos muito, e quando estávamos reencontrando um novo modelo a comissão saiu, foi mais uma remontagem. Tem sido um ano difícil, mas a gente cresce e logo retoma caminho de vitórias e títulos.
SAÍDA DO TIME
– Quando cheguei fui fazer uma função de 4-1-4-1 que nunca tinha feito na minha vida, sofri para poder fazer, fui cobrado por uma melhora ofensiva, mas como eu marcava muito tinha dificuldade. Aí saí do time, e quando retornei foi com um ajuste. Aí sim, no lugar perfeito para mim, ideal, com dois volantes por trás. Joguei sete ou oito jogos dessa forma em crescente, evolução muito boa. E de repente eu saí, não sei porque saí até hoje. Não foi tecnicamente, taticamente, não foi um motivo dentro do campo, talvez só uma opção.
PERÍODO NO BANCO
– Fiquei durante três meses no banco e nunca entrei em função confortável. Como titular fiz falso 9 em três jogos antes de me machucar, e a lesão acabou interrompendo a sequência. Agora estou pronto para ter oportunidade de retomar.
RELAÇÃO COM TITE
– Tive uma conversa com o Tite quando não vinha bem, não vinha desenvolvendo bem a questão ofensiva, isso me incomodava. Ele viu que não estava dando certo e fez reajuste, encaixamos mais na frente, perto do centroavante, para construir. Eu tinha os melhores números do elenco, era o quarto ou quinto do campeonato em criação de situação de gols, e do nada saí do time. Isso custou alguns meses, mas o ano não acabou, ainda tenho chance de dar a volta por cima.
Fonte: Ge