Exportação de industrializados de MS registra aumento de 8% no ano e já anima setor
Por Redação Publicado 9 de agosto de 2017 às 12:30

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul já registra aumento de 8% no período de janeiro a julho deste ano comparado com o mesmo período do ano passado, saltando de US$ 1,50 bilhão para US$ 1,62 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Apenas comparação de julho de 2016 com julho de 2017, a receita com a exportação de produtos industriais aumentou em 12%, saindo de US$ 205,01 milhões para US$ 228,80 milhões.

Já em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 59% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 58%. Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, os indicadores positivos da economia estadual e nacional são um sopro de esperança para os empresários. “Nós precisamos ter esperança e quando começamos a garimpar um indicador positivo aqui, outro acolá, temos de comemorar. Passada a instabilidade política enfrentada atualmente pelo Brasil, eu acredito muito que a economia do País voltará aos trilhos do crescimento”, projetou.

Sérgio Longen ressalta que o setor industrial está torcendo para que o Brasil supere essa fase difícil e que todos comecem a enxergar o país esperado pela maioria absoluta dos brasileiros. “Temos um sinal de recuperação dos empregos em nível nacional e agora temos o número positivo das exportações de industrializados, o que significa que estamos industrializando mais a produção estadual. Agora, a nossa intenção é manter essa base sólida, tanto na geração de empregos, quanto na exportação de industrializados, para buscar a abertura de novas empresas no nosso Estado, que vão gerar novas oportunidades de trabalho”, analisou, pontuando que é preciso continuar avançando nas reformas, tanto na política, quanto na previdenciária, para que tragam tranquilidade ao setor produtivo e isso, com certeza, refletirá em indicadores mais positivos da nossa economia.

Sobre a convalidação dos incentivos fiscais aprovada pela Assembleia Legislativa, Longen lembrou que o presidente Michel Temer já tinha sancionado o projeto aprovado pelo Senado e agora tinha chegado a vez de o legislativo e o executivo estadual seguissem pelo mesmo caminho. “Essa medida trará mais tranquilidade às indústrias, que passam a ter a segurança jurídica necessária para continuar produzindo. Nós precisávamos com urgência desse aval em nível estadual e, agora, só temos de agradecer a todos os nossos deputados estaduais, assim como fizemos com a nossa bancada federal, pois ambos atenderam à urgência da aprovação da convalidação dos incentivos para a continuidade do nosso desenvolvimento econômico”, declarou.

Ele acrescenta ainda que os incentivos fiscais concedidos pelos governos dos Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são uma ferramenta de desenvolvimento. “Nós defendemos a concessão desses benefícios porque, atualmente, se trata da única forma para a industrialização do Brasil como um todo. Não podemos ter concentração de indústrias somente nos Estados das regiões Sul e Sudeste e, por isso, os incentivos fiscais são essenciais para que possamos produzir em Estados como Mato Grosso do Sul e vender essa nossa produção com preços competitivos aos grandes centros consumidores do País”, reforçou.

Desempenho

Já o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, destaca que de janeiro a julho os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais” e “Couros e Peles”, que, somados, representaram 97% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. “O grupo Celulose e Papel somou US$ 564,3 milhões, apontando queda de 6% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 599,8 milhões. A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China e Itália”, detalhou.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 523,6 milhões, um aumento de 15% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 454 milhões. “O crescimento observado se deu principalmente pelo aumento de 12% no preço médio da tonelada das carnes exportadas pelo grupo, que passou de US$ 2.467,12 em 2016 para US$ 2.752,42 no mesmo período de 2017. Em relação aos produtos exportados os destaques ficam por conta das carnes desossadas e congeladas de bovinos, pedaços e miudezas comestíveis congelados de frango e carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos, que totalizaram US$ 442,8 milhões ou 84,6% da receita total do grupo”, informou Ezequiel Resende.

Já no grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação alcançou US$ 107,9 milhões, indicando aumento de 43% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 75,7 milhões. “O resultado se deu pela alta de 115% no preço médio da tonelada do minério de manganês, que em 2017 está em US$ 144,76 contra US$ 67,46 em 2016 e pela alta de 15% no preço médio da tonelada do minério de ferro que em 2017 está em US$ 28,93 contra US$ 25,23 em 2016. Em relação ao volume, em 2017, as vendas do grupo alcançaram o equivalente a 2,3 milhões de toneladas”, acrescentou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais” o período de janeiro a julho de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 60,3 milhões, sugerindo queda de 46% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 112,4 milhões, tendo a Tailândia e Indonésia como principais responsáveis pela redução observada, com uma retração nas compras equivalente US$ 63 milhões. Quanto aos compradores, os principais até o momento são Tailândia com US$ 19,5 milhões ou 32,3%, Indonésia com US$ 12,7 milhões ou 21,0%, Holanda com US$ 8,9 milhões ou 14,8%, Coréia do Sul com US$ 8,0 milhões ou 13,2% e França com 4,7 milhões ou 7,9%.

No caso do grupo “Couros e Peles”, a receita de exportação totalizou US$ 55,3 milhões, ou seja, uma redução de 15% sobre igual período de 2016, quando as vendas foram de US$ 65,1 milhões. “Esse resultado foi influenciado principalmente pela diminuição das compras efetuadas pela China e Vietnã, que somados apresentaram redução de 4,9 mil toneladas ou 98% de toda retração ocorrida no volume de venda, quando comparado com o mesmo período do ano passado”, informou Ezequiel Resende, completando que, até o momento, já foram vendidas 18,9 mil toneladas, resultado 21% menor que o de 2016.

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.