Abundantes nos córregos, cágados estão sobrevivendo às calamidades e ao lixo
Por Redação Publicado 6 de fevereiro de 2017 às 09:32

Animais se reproduzem de forma saudável em rios da Capital

Eles parecem lentos e ingênuos, sujeitos a todo tipo de intempéries  e suas consequências. Só parecem. Os cágados, répteis abundantes nos rios e córregos de Campo Grande, são ariscos e espertos o suficiente para superar as enchentes provocadas pelas chuvas torrenciais características do verão local. A constatação foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que monitoram a movimentação destes animais na cidade.

A população de tartarugas da Capital é composta, em grande maioria, pelo Phrynops geoffroanus, ou, cágado-de-barbicha, que recebe este nome por apresentar dois apêndices embaixo do queixo. Os adultos chegam a pesar quatro quilos, medindo até 40 centímetros de comprimento. Seu tempo médio de vida é de 70 anos, mas pode chegar a 100.

O biólogo e professor Luiz Gustavo Oliveira-Santos está à frente do Laboratório de Ecologia de Populações e Movimento da UFMS, que estuda o deslocamento de capivaras, araras e cágados no perímetro urbano de Campo Grande. Uma das primeiras preocupações do grupo foi descobrir o que acontece com os cágados-de-barbicha quando a cidade é atingida por grandes enchentes, que criam alagamentos e fortes correntezas nos cursos d’água onde vivem os animais.

A resposta para o questionamento surpreendeu até os próprios pesquisadores, segundo conta Oliveira-Santos. “Ao invés de botar GPS [nos cágados], a gente fez um número nas costas dele. A gente podia botar o bicho no rio e ficar na beira olhando para ver se aparecia. Então, mês a mês, quando chovia muito, a gente corria lá no outro dia para ver se os bichos tinham sumido, mas eles continuavam lá. Esses animais não são levados pelas enchentes magníficas em Campo Grande”.

O pesquisador detalha que os cágados se alojam no fundo do curso d’água, onde a força da correnteza é muito menor. A água é mais potente na superfície, a exemplo do que acontece com o movimento das ondas no mar. “Se você mergulha, é um remanso. Dentro d’água não é tão violento como parece a nossos olhos”, compara.

Outro fator que contribui para a proteção dos cágados-de-barbicha durante uma enchente é a formação das margens dos rios e córregos. “As laterais são cavadas. A gente percebe que os bichos se escondem ali”, continua.

Em três anos de pesquisa, foram catalogados e rastreados 119 tartarugas, das quais 13 por meio do sistema de posicionamento global, o GPS. A maior parte foi registrada nos córregos Bandeira e Cabaça, que cortam a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da UFMS. A intenção é expandir os trabalhos para mais regiões da cidade.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Fonte: Correio do Estado

Notícias O Estado pode ser ressarcido pelos gastos com trotes aos serviços de emergência, que envolvem remoções, resgates, combates a incêndios e ocorrências policiais. É o que defende o projeto do deputado Cabo Almi (PT), que foi apresentado na Assembleia. Veja Mais › Prefeitura pode remanejar servidor ou chamar aprovados, sugere juiz › Decisão de romper convênios é forma de estancar sangria nos cofres, diz juiz A proposta ainda prevê que esta cobrança (ressarcimento) será feita via fatura do serviço telefônico, que originou a chamada e o trote aos serviços de emergência. O valor desta reparação pode começar por 50 uferms, que equivalem a R$ 1.219,00. Se houver reincidência nesta atitude, pode ter que pagar o dobro. Caberá aos órgãos e as instituições públicas que realizam estes serviços de emergência, divulgarem as tabelas de consumo, com cada etapa das rotinas de atividades, descrevendo os custos de triagem das chamadas, assim como os deslocamentos das equipes. O autor do projeto diz que a intenção é diminuir o número de trotes recebidos pelos serviços públicos, com o ressarcimento dos gastos. “Estes trotes desviam recursos e esforços financeiros e humanos dos responsáveis pela segurança pública”, justificou. A matéria foi encaminhada para as comissões permanentes, para depois ser apreciada em duas votações no plenário da Assembleia. Os deputados devem avaliar a legalidade e o mérito da proposta. Caso seja aprovada, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).