Taxas indevidas e vendedor insistente estão entre os problemas da liquidação
Por Redação Publicado 25 de novembro de 2016 às 16:20

As os cartazes anunciando descontos que, muitas chegam a 80% em temporada de Black Friday são de encher os olhos, mas o consumidor precisa estar atento aos detalhes por trás da oportunidade de adquirir um produto mais barato e não cair na armadilha da “black fraude”.

Já no primeiro dia de promoção, há consumidor arrependido com a compra, pois, se sentiu lesado durante a liquidação, como relata a superintendente do Procon-MS, Rosimeire Cecília da Costa. “Houve a denúncia de um consumidor que efetuo sua compra on-line e se arrependeu ao perceber que o site embutia no valor pago a tarifa do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o que não é legítimo. Neste caso, o valor do desconto proposto para aquele produto acaba alterado e não é vantajoso ao comprador”, comenta Rosimeire.

A superintendente alerta ainda que antes de se animar a visitar os sites de promoções ou passear pelas lojas em busca de produtos mais baratos, o consumidor precisa ficar atento a detalhes que podem mudar o valor do produto, como juros de parcelamento, quem se responsabiliza pelo frete, no caso de compra virtual e, acima de tudo a idoneidade da loja.

“É obrigação do vendedor apresentar aos clientes de maneira clara se no caso das compras parceladas haverá juros que alteram o preço final do produto e qual será o valor da parcela. Nossa maior recomendação no ambiente virtual é para que o cliente confira o endereço do site e em cada detalhe descrito na promoção. Em caso de dúvida, procure outra página”, destaca.

Aquele simpático vendedor que sempre quer mostrar um produto que o cliente nem demonstrou interesse também está agindo de maneira equivocada. Insistir para que o consmidor compre ou ao menos conheça determinado produto é errado, a equipe precisa estar bem preparada. É preciso atender bem, mas jamais induzir o cliente”.

Trocas também estão previstas, independente do período de promoção, mas desde que seja por avaria do produto, o que garante 7 dias para troca mediante apresentação da nota fiscal.

Para colaborar com a população durante esse período de liquidação, o Procon – MS divulgou uma lista de recomendações para não ser enganado no Black Friday. Entre as principais, está guardar todas as notas fiscais; e no caso das compras virtuais, atenção redobrada. É essencial gravar as telas e todas as comunicações eventualmente realizadas, no caso das lojas online; verificar a segurança do site, se o endereço eletrônico apresenta o protocolo HTTPS, verificado na barra do navegador e pelo uso de certificados; optar por sites com boa reputação; antes de clicar em um link, passar o mouse em cima para verificar se o endereço que aparece na barra inferior do navegador é o mesmo; compras feitas fora do estabelecimento comercial (telefone, internet etc.), o consumidor tem um prazo de sete dias para desistir. Essa troca não precisa ser justificada e pode ser feita mesmo que o produto não tenha defeito. O prazo começa a contar a partir de seu recebimento. e checar as condições de entrega e o valor do frete.

A superintendente do Procon reforçou ainda que para de Mato Grosso do Sul, os consumidores tem que fazer valer a Lei nº 3.903, de 19 de maio de 2010, que obriga os fornecedores de bens e serviços localizados no Estado a fixar data e turno para a entrega dos produtos ou realização dos serviços aos consumidores. “Na hora e períodos estipulados pelos consumidores”, explica Rosimeire.

O suporte aos consumidores conta com pesquisa do site Reclame Aqui, também apresentada pelo Procon, onde demonstra que os  brasileiros estão atentos às possíveis armadilhas das liquidações. Apenas em 2014, a ferramenta chegou a registrar 12 mil queixas, entre fila de espera das lojas virtuais, dificuldade de finalizar compra e maquiagem de preço, o famoso metade do dobro. Em 2015 o número reduziu para 4,4 mil reclamações e as principais queixas eram relacionadas a propaganda enganosa, problemas para finalizar compra e divergência de valores.

O consumidor que se sentir lesado pode procurar o Procon/MS que fica na Rua Treze de Junho, 930 – Centro ou pelo telefone (67) 3316-9800.

Fonte: Campo Grande News