Donald Trump nega acusações de abuso sexual e acusa imprensa
Por Redação Publicado 13 de outubro de 2016 às 14:08

Mulheres acusam Donald Trump de toques impróprios em reportagem.
Candidato diz que vai providenciar evidências para refutar as denúncias.

O candidato republicano Donald Trump disse nesta quinta-feira (13) durante um comício na Flórida que as acusações de abuso sexual feitas contra ele são “total e absolutamente falsas”, e atribuiu a culpa dessas notícias à “imprensa mentirosa”. Trump afirmou que vai providenciar evidências para refutar as denúncias.

Duas mulheres acusaram Donald Trump de toques impróprios em uma reportagem publicada na quarta-feira (12) pelo jornal “New York Times”. A reportagem foi seguida por uma torrente de alegações semelhantes de outras mulheres, aumentando a pressão sobre a campanha de Trump, que vem perdendo fôlego nas pesquisas de opinião e tendo dificuldade para conter uma crise causada por comentários do candidato sobre como apalpa mulheres sem seu consentimento, que vieram à tona na última sexta-feira.

Durante o comício, Trump também acusou a mídia norte-americana de promover ataques para detê-lo.

“Estas acusações são todas inventadas. São pura ficção e são totais mentiras”, declarou Trump no comício. “Estes ataques estão orquestrados pelos Clinton e seus aliados na imprensa”, concluiu.

Denúncias
Uma das mulheres, Jessica Leeds, apareceu em um vídeo no site do “New York Times” contando como Trump apertou seus seios e tentou colocar a mão por baixo de sua saia durante um voo a Nova York em meados de 1980.

A segunda mulher, Rachel Crooks, descreveu como Trump a beijou “diretamente na boca” em 2005 do lado de fora do elevador da Trump Tower em Manhattan, onde ela trabalhava como recepcionista de uma imobiliária.

A campanha do magnata negou haver qualquer veracidade nas reportagens e divulgou uma carta enviada ao jornal por Marc Kasowitz, um advogado que representa Trump, exigindo que a publicação se retrate da reportagem, que chamou de “difamatória”, ameaçando uma ação legal se não o fizer.

“Este artigo inteiro é ficção, e é perigoso para o ‘New York Times’ lançar um assassinato de caráter completamente falso e coordenado contra o senhor Trump”, disse o principal conselheiro de comunicação da campanha de Trump, Jason Miller, em um comunicado.

A Reuters não conseguiu verificar os incidentes de forma independente. Leeds e Crooks não responderam de imediato a pedidos de comentários feitos pela Reuters. “Mantemos a reportagem, que se ajusta claramente ao domínio do jornalismo de prestação de serviço”, afirmou uma porta-voz do jornal.

A matéria vem à tona dois dias depois de uma pesquisa de opinião Reuters/Ipsos ter revelado que um de cada cinco republicanos acha que os comentários de Trump sobre apalpar mulheres o desqualificam para a Presidência e o colocam 8 pontos percentuais atrás da candidata democrata Hillary Clinton entre eleitores prováveis –o voto é facultativo nos Estados Unidos.

‘Vergonhoso
A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, criticou os comentários de teor sexual de Trump sobre as mulheres, afirmando que são intoleráveis e vergonhosos. Michelle se refere ao vídeo revelado na última sexta em que Trump comenta sobre como apalpa mulheres sem seu consentimento.

“Isso não é normal. É vergonhoso. É intolerável. Não importa a que partido pertença – Democrata, Republicano, independente -, nenhuma mulher merece ser tratada dessa forma, ninguém merece ese tipo de abuso”, declarou Michelle em um comício para apoiar Hillary Clinton em New Hampshire (nordeste).

Fonte: G1

Economia Ministros do Tribunal Superior Eleitoral discutem conceder mais prazo para as defesas da ação Dilma-Temer se manifestarem no processo. Se eles acatarem as chamadas preliminares dos advogados, o julgamento- que começará na semana que vem- pode ser suspenso. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar o julgamento para o começo da semana que vem. Antes do ministro Herman Benjamin entrar no mérito do seu voto (cassa ou não), ele começa pelas preliminares. As preliminares são contestações e circunstâncias levantadas pelas partes do processo. A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para que eles pudessem analisar documentos sobre a Lava Jato que haviam sido anexados ao processo. Eles queriam cinco dias, mas Benjamin concedeu 48 horas. Segundo ministros ouvidos pelo blog, a corte pode decidir durante o julgamento na semana que vem conceder os cinco dias às defesas. São cinco dias corridos. Se isso ocorrer, o julgamento que deve começar na semana que vem será suspenso e os advogados são intimados. Depois dos cinco dias, as defesas apresentam novas alegações finais e o julgamento já pode ser pautado novamente. O julgamento poderia ser pautado novamente na semana da Páscoa. Na quarta-feira, porém, o feriado no Judiciário começa na quarta-feira. Além disso, o ministro Gilmar Mendes estará no exterior. Neste cenário, o ministro Henrique Neves não participa do julgamento. O mandato de Neves acaba dia 16 de abril. Na semana seguinte à da Páscoa, o ministro Gilmar Mendes participará de um evento no exterior, que começa dia 18 de abril em Portugal. Depois, ele acompanha no domingo dia 23 de abril eleições presidenciais na França. Sua previsão de volta é a última semana de abril. Nas contas de integrantes da corte, o julgamento só deve ter nova data a partir da última semana de abril.